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104.5 hrs on record
Resident Evil 4 é um jogo excelente, mas não é o melhor remake, e isso não é uma crítica negativa.

Veja, o padrão de qualidade aqui é extremamente elevado. Estamos falando de um jogo verdadeiramente grandioso, digno de premiação.

Já estamos acostumados a ver gráficos deslumbrantes com a RE engine, e aqui não foi diferente. Visualmente o jogo é impressionante. Ainda mais com a adequação do cenário e da iluminação para uma atmosfera mais sombria, que é muito mais condizente com o local em que se passa o jogo.

A jogabilidade foi extremamente refinada em relação ao original. Com maior precisão, temos mais controle sobre a ação dos personagens. Contudo, os inimigos também estão mais perigosos, inteligentes e com novos tipos de ataques, o que torna o gameplay uma masterpiece.

O Arsenal clássico está presente aqui, e com alguma adições, muito bem-vindas. Algumas armas foram balanceadas, e todas são utilizáveis, a depender do critério do jogador. É claro que algumas armas de destacam bastante, mas sempre perdem pra um ou outro quesito para uma outra arma daquele mesmo tipo.

O sistema de maletas/organização foi mantido e melhorado. Agora temos a opção de organizar o inventário automaticamente. O sistema de combinação de ervas também foi mantido, com a erva amarela sendo utilizada para aumentar o HP máximo do personagem.

Nos baús só é possível guardar armas, acessórios de armas e Spray de primeiros socorros. Isso é importante pois possibilita adquirir todo o arsenal, sem perder a utilidade da maleta, já que somente alguns itens podem ser colocados na "reserva".

Agora temos novos tipos de maletas, que possibilitam direcionar o jogo a dropar mais items de determinado tipo, como munição de pistolas, ervas, recursos, pólvora, etc. Também implementaram um sistema de "chaveiros" para pendurar na maleta, que adicionam alguns bônus importantes e podem moldar um pouco da gameplay ao seu estilo de jogo.

Os tesouros foram mantidos, mas o sistema de "encaixe" foi simplificado. Os tesouros que possuem encaixes podem ser modificados apenas por joias, sejam elas arredondadas ou retangulares, e que conforme a quantidade e coloração conferem diferentes bônus que influenciam no valor de venda do tesouro.

Várias quests do mercador estão presentes no jogo, que ao serem completadas são recompensadas com espinélios, o qual são possíveis trocar por vários itens exclusivos na aba de troca do mercador.

Não bastassem todas essas mudanças na interface e na gameplay, toda a rota/progressão do jogo foi adequada para ser mais realista com relação à vida real. Assim, várias partes "ridículas" do jogo foram cortadas, o que deixa o jogo mais crível e imersível.

Contudo, devo divergir um pouco da opinião da maioria das pessoas. Não acho que esse seja o melhor Remake dos primeiros títulos da franquia. Na minha opinião, o remake do 1 e o remake do jogo são mais fiéis, e aqui não há o que fazer.

A verdade é que Resident Evil 4 Original teve muita liberdade em sua criação. Vários acontecimentos e áreas do jogo são irrealistas, e até mesmo quebram a imersão do jogo, mas... são marcantes. Não quero dizer que o remake seria melhor com elas. De fato, manter a nova experiência com um tom mais sombrio e pé no chão foi o melhor que podia ser feito. Mas ao mesmo tempo, quem jogou o jogo vai sentir falta de algumas partes que foram cortadas do original.

Ainda bem que a DLC Separate Ways trouxe várias desses momentos que, até então, achávamos que tinham sido cortados, mas que na verdade estavam apenas reservados para o caminho de Ada.

Por isso, na minha visão e tendo em vista meus sentimentos para com o jogo original, esse é um remake que não pode substituir 100% do jogo original, e não há o que ser feito, pois o responsável por esse caminho sem saída foi justamente a liberdade criativa dos desenvolvedores do jogo original.

Sendo assim, minha nota para esse jogo é 9,5. É um super jogo, definitivamente recomendado. Não poderia conferir uma nota máxima pois deixa de lado algumas partes relevantes do título original, mas se tivesse trazido essas partes perderia a seriedade, e a nota cairia mais. Como dito, não há o que se fazer.
Posted 14 February.
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160.7 hrs on record
Early Access Review
TCG Card Shop Simulator é um jogo bastante divertido, mas estruturalmente muito longe de estar finalizado.

Assim como outros simuladores recentes, esse jogo tem gráficos aceitáveis cuja proposta não é impressionar, mas divertir. A trilha sonora conta com apenas uma música, o que não é muito animador, mas os efeitos sonoros estão numa posição um pouco melhor.

O ponto mais divertido do jogo é sem dúvida a mecânica de venda de Trading Card Games. Não só é possível vender os cards (singles), como também boosters, booster box, sleeves, deck box, bulk de cards em diferentes raridades, caixas de dados, pastas/álbuns, folhas para pastas, playmats, miniaturas relacionadas ao card games, revistas em quadrinhas relacionadas ao card game, entre outros.

Conforme descrito acima, o jogo conseguiu reunir uma grande variedades de produtos relacionados à TCG, e promete mais produtos diversos até seu lançamento, o que é muito positivo e até mesmo necessário, por conta da progressão desnecessária e vazia até o level 100.

Os funcionários contratáveis são muito úteis e na maiorias das vezes bem vindo, desde que se tenha margem suficiente para auferir lucro. As renovações para aumento do espaço físico da loja são bem caras mas recompensadoras, visto que uma quantidade maior de espaço possibilita a venda de uma quantidade maior de produtos, principalmente no começo.

Com relação aos cards, fiquei positivamente surpreso, pois há todo um sistema de criaturas e suas três evoluções, com cards de primeira edição, Ex, borda prateada, borda dourada, full art, foil, ghost, ghost foil, enfim, muitos tipos diferentes de cards que viabilizam e incentivam o colecionismo dentro do próprio jogo. Senti falta de uma maior praticidade no sistema da pasta pessoal do jogador, mas nada que prejudique muito a experiência.

O jogo é realmente um simulador de uma loja, como tantos outros, mas se torna muito divertido por conta dos elementos do TCG. O único problema para mim foi a lentidão para passar de nível nos níveis superiores, principalmente depois do level 50 e acima. O jogo demora muito, e depois de um certo nível não tem sequer mais coisas para desbloquear, o que o torna enfadonho quando buscamos o nível 100 para fechar todas as conquistas steam. Jogadores casuais não enfrentarão esse problema.

Minha nota para esse jogo é 8,2. Um jogo divertido, com muito potencial, mas que precisa de um pouco mais de trabalho para deixar o endgame atrativo.
Posted 14 February.
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141.3 hrs on record
Digimon World Next Order não traz todo o charme dos primeiros jogos da franquia, mas corrige vários sistemas falhos nas versões anteriores e traz novas mecânicas interessantes, além é claro, de contar com uma boa história e trazer algumas homenagens à Digimon World 1.

Há dois avatares selecionáveis como personagem principal, um garoto ou uma garota. Independentemente de qual escolher, seu personagem terá não 1, mas 2 parceiros digimons. E isso faz uma diferença tremenda!

Como costumeiro na franquia, seus digimons crescem, evoluem várias vezes, envelhecem, e renascem como um digitama.

A diferença é que, com 2 parceiros, eles não necessariamente estarão com seus ciclos de vida sincronizados. Com tudo, o jogo entrega ferramentas fara possibilitar essa sincronia com o decorrer do tempo, e jogar assim foi minha tática preferida, para evitar ter que treinar em dobro, perder tempo dos seus digimons adultos por conta de um digimon em treinamento quer dormir cedo, etc.

Quanto as demais tarefas cotidianas como alimentação, ir ao banheiro, descansar, dormir, o jogo meio que "nivela" essas tarefas e não importa quão diferente os digimons são, essas atividades sempre vão aparecer juntas para os 2 digimons, o que certamente facilita as coisas.

O mundo em si não é tão grande quando se olha o Todo ao terminar o jogo. Mas de uma área pra outra podem haver digimons muito mais fortes, e algumas barreiras ou áreas inacessíveis que são desbloqueadas conforme o progresso da campanha. Isso faz com que muitas áreas demorem bastante tempo para serem visitadas, e dá uma sensação de frescor, mesmo no "late game".

Em geral, a campanha não é muito longa, mas se demora muito tempo para termina-la, tendo em vista que seus digimons precisam estar muito fortes para derrotar alguns chefes. O Jogo também conta com algumas DLCs (Ex-cenários) que ampliam ainda mais a história do jogo.

Os gráficos não são espetaculares, mas para o escopo do jogo eu diria que é o suficiente. As evoluções foram muito bem feitas, e o sistema do GrapLeomon para dar "lock" nas evoluções que você não quer é uma mão na roda!

Alias, toda a cidade agora é muito mais participativa. Cada digimon que é recrutado para a cidade traz uma habilidade única, e acredite, há muitos deles! Com essas várias habilidades dos residentes da cidade, é possível ter ainda mais controle sobre seus digimons, além de receber uma tonelada de itens diários diversos.

Além dos ataques especiais, os digimons também podem se juntar momentaneamente para um combate no "ExE CrossEvolution", quando pelo menos um dos parceiros já está na fase mega e o elo entre o protagonista e os digimons está alto, para atingir uma fase "Mega" superior à fase "Mega" tradicional. Também conseguimos isso posteriormente no jogo, mas por meio da digivolução de DNA, que à primeira vista é bem ruinzinha, a não ser quando não fazemos a fusão utilizando nossos parceiros, mas sim entre nossos parceiros e os membros da cidade, possibilitando ter 2 parceiros em uma evolução "pós-mega".

Independentemente dessas evoluções, ao se atingir os stats máximos do jogo, você provavelmente conseguirá derrotar quase tudo no jogo. Contudo, as evoluções mega são notavelmente mais fortes porque possibilitam os ataques mais fortes de cada tipo do jogo.

Por falar nisso, esses ataques agora não são "missables" ou "perdíveis" como era em Digimon World 1. Todos possuem ao menos uma fonte regular do qual é possível aprender as técnicas, corrigindo uma falha do DW1.

Os combates estão muito bem feitos, exceto pelas junções de especiais. Veja, cada digimon pode usar seu especial quando seu "Order Power" chega a 150. E sim, você pode usar a habilidade individualmente, mas quando ordena que sua dupla use em conjunto, para causar ainda mais dano aos inimigos, alguns bugs podem ocorrer.

Quanto a esses bugs, algumas vezes o digimon da direita ficava preso num loop de animações e demora quase 1 minuto para desbugar. Outras vezes, ele ficava nesse loop e o jogo voltava ao normal, mas seu especial não acontecia, tinha sido simplesmente cancelado. O lado menos ruim é que depois que o especial é usado, pelo menos seus personagens não levam dano.

Isso cria alguns exploits também, sendo possível utilizar seu especial logo após a "luz" do especial dos inimigos, de forma que o especial deles não lhe causa dano nenhum, e em seguida o seu ataque especial tem efeito.

A cidade também possui um sistema de melhoria de seus estabelecimentos, dos quais alguns são bastante importantes, tais como loja de itens, restaurante, hospital, etc. Também há um sistema de coliseu aqui, mas não na forma de um campeonato, e sim como uma espécie de "desafio", onde se batalha contra um time já pré-estabelecido.

Este título segui bem à risca a fórmula do Digimon World 1, e tem uma tremenda homenagem ao jogo. Fiquei bastante contente quando vi, e não dura apenas um momento: aparece em um determinado momento do enredo e segue por todo o restante do jogo. Não sei se é possível, mas também gostaria de ver um jogo aos moldes de Digimon World 3, que segue um estilo mais "RPG", do qual eu também sou muito fã.

Minha únicas ressalvas à Next Order são quanto ao bug do ataque especial que já mencionei e quanto a dificuldade em obter as conquistas, que demoram bastante tempo pós-campanha para serem finalizadas (parece uma eternidade). Uma das conquistas envolve evoluir para 200 digimons diferentes. Podemos usar as pedras de evoluções e devil chips para acelerar o processo, mas ainda é bastante demorado.

Assim sendo, entendo que o jogo representa um progresso em relação aos jogos anteriores, em quase todos os sentidos. Apesar disso, sinto que uma parte do charme do jogo deixou de existir, por conta do roteiro. O plot do jogo por si só tem a cara de uma continuação, e não de uma obra original. Ainda sim é um bom jogo. Minha nota é 8,2, com a devida recomendação aos fãs da franquia.
Posted 21 November, 2024.
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115.9 hrs on record
Em meio há tantos jogos similares, cansados e recheados de microtransações e práticas anti-consumidor, Nier: Automata é um refresco para a alma. Sempre que eu via uma arte ou algo relacionado aos personagens desse jogo, minha curiosidade vinha à tona.

O fato é que sempre achei o jogo bastante caro, então esperei por anos até que o preço se tornasse acessível para mim. Definitivamente é um grande jogo, muito diferente de quase tudo que já joguei, e com certeza sempre me lembrarei da experiência que tive com ele.

Queria destacar primeiramente a visão artística desse jogo, que é impressionante. A escolha de cores do bunker, o cenário da cidade que é destruído e depois se torna uma grande cratera, a cor cinzenta de quando enfrentamos os Robôs gigantes invadindo a cidade, a área subterrânea dos Aliens, A cidade Copiada, o Parque de Diversões, a Construção que se ergue sobre a cidade no endgame... Podia me estender por vários parágrafos aqui.

A verdade é que o cenário, as cores, a mudança de câmera, tudo isso é muito singular, e tudo se mescla tão bem em algo tão único, e que ao mesmo tempo se comunica com o sentimento dos personagens e as coisas que acontecem na narrativa. Sem dúvidas essa é a obra espetacular mais única que joguei nos últimos anos.

Várias questões filosóficas são levantadas pelo jogo, e todas relativas à essa realidade distópica de um futuro onde as máquinas prevaleceram sobre a humanidade. Apesar disso, se refratam nas mais diversas questões e linhas de pensamentos.

Uma das coisas que me fez refletir é a quantidade de vezes em que as máquinas tentavam entender os seres humanos, se perguntando o porquê de os humanos terem feito algo, ou qual o motivo de terem criado algo em específico. Outras vezes até tentavam nos imitar, e isso me fez perceber que de fatos somos únicos, e que se algum dia não estivermos mais aqui, nossas marcas ainda estariam presentes e seriam lembradas por civilizações futuras.

Partindo para questões mais técnicas, a gameplay do jogo é muito bem resolvida. 2B e A2 podem equipar duas armas, em qualquer combinação de espadas, espadões, lanças, machados, luvas ou até mesmo lutar desarmadas. Elas se sobressaem em combate, e são verdadeiras máquinas de matar.

9S, por outro lado, pode utilizar apenas uma arma, enquanto que o outro gatilho de combate serve para hackear. A maioria dos arquivos, histórias e plot twists da história são desvendados por 9S, que é uma Unidade de Inteligência, mas que ainda consegue se virar no combate.

Os Personagens também contam com os Pods, que auxiliam tanto no combate, quanto na comunicação, aconselhamento, tomada de decisões, entre várias outras funções. Em suma, o arsenal é extenso, e várias armas podem ser encontradas em lugares diversos, bem como novos pods e também habilidades para os pods.

Outra questão muito interessante é o comportamento do Menu e itens do jogo. Basicamente, tudo que um personagem adquire, todos os outros personagens tem acesso. É exatamente como se fosse o mesmo menu e mesmo items pra todos, só que se 2B equipa uma espada específica, 9S também pode equipar a mesma espada. Então o inventário é como se fosse pertencente a todos, sem restrição, o que apesar de "não fazer muito sentido" é excelente para um jogo, em não ter que se preocupar com múltiplos inventários, etc.

A forma como melhoramos nossos personagens nesse jogo é muito criativa. Além de upar de level (estilo RPG), que aumenta HP e demais pontos de status do jogador, temos os chips de ampliação. São basicamente a build do personagem. Há vários deles, sejam chips de Sistema Operacional (que modificam a interface do jogo, genial isso aqui), chips Ofensivos, Defensivos, chips de Suporte e até mesmo de Hack. Ampliar o limite dos Chips é sem dúvida uma das primeiras coisas que devem ser feitas no jogo.

Vale lembrar que os chips utilizam um determinado espaço da memória do personagem (máx. 128) e existe todo um sistema de fusão de chips, onde utilizamos o chips que consumem menos memória possível (diamante) ou outros de custo reduzido para obter um chip de nível maior com o menor custo de memória. Eventualmente, ficamos tão fortes que da pra deletar um boss em segundos.

Portando cenários incríveis, personagens memoráveis, gameplay divertida, tudo isso não faria sentido se o narrativa fosse ruim. Mas é ai que o jogo se destaca, pois possuem uma narrativa cheia de reviravoltas, repleta de momentos feliz, descontraídos, tristes, trágicos. É uma montanha russa de sentimentos.

Para evitar spoilers, vou me ater ao básico. O jogo possuí três campanhas, sendo que as duas primeiras são visões diferentes sobre uma mesma linha do tempo, e a terceira é o que acontece depois desses fatos. A campanha é bem longa e bem imprevisível, as vezes segue rumos que nem cogitamos.

Nier também dispõe de vários finais diversos, sendo a maioria deles finais falsos em que fizemos algo de errado e por conta disso a história termina ali. Mesmo se perdermos a oportunidade para ver tais finais, podemos fazer quase todos eles ao terminar as três campanhas, pois liberamos a seleção de capítulos do jogo, podendo rejogar a partir de um ponto específico da história, o que é muito útil.

O jogo possui bastante fanservice, e a DLC disponível na Steam também traz algumas roupas bem minimalistas, o que pode ser um ponto positivo ou negativo, dependendo do interesse da pessoa. A comunidade de mods também trouxe alguns mods de correção de sistema, de qualidade de vida e várias skins interessantes. Recomendo dar uma olhada!

Mas nem tudo são flores, e o jogo possuí alguns pontos negativos: O limite de inventário para itens está ok (99 para cada item), mas o limite do inventário de chips é muito pequeno, ainda mais quando farmamos para fusionar os chips. Tanto o mapa quanto o mini-mapa são giratórios, o que eu absolutamente odeio! Qual o problema em colocar um mapa estático? A tela de loading é desnecessariamente longa, mas os mods resolveram isso.

Não encontrei muitos bugs, e definitivamente nenhum que prejudique a experiência geral do jogo. Contudo, o port. dos controles é bem mal feito. Tive que utilizar um arquivo externo que troca os comandos do jogo, caso contrário seria quase impossível de jogar para mim.

Dito isto, eu recomendo este jogo maravilhoso, o qual confiro a nota 9,2, mas com algumas ressalvas. Esse jogo requer tempo. Se você não tiver tempo para jogar, esqueça-o. Além disso, ele possui claramente um estilo japonês de diálogos, ações e modo de pensar. Se você também não curte isso, o jogo não é para você. Se você não tem nenhum problema com essas duas ressalvas, jogue! É um jogo único e marcante.
Posted 26 August, 2024. Last edited 26 August, 2024.
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2.6 hrs on record (0.4 hrs at review time)
Neste jogo clicamos em uma banana. E é isso! Por enquanto nota 9,0. No dia em que liberarem as bananas com skins no jogo ganha nota máxima. Sem dúvidas esse é meu menor Review.
Posted 14 June, 2024.
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384.6 hrs on record (315.5 hrs at review time)
Early Access Review
Palworld é um jogo que ainda está em acesso antecipado. O jogo praticamente não tem enredo ainda. O mapa não foi plenamente implementado. As criaturas ainda não foram totalmente implementadas. E ainda assim no estágio atual o jogo está incrível! Tem um grande potencial!

Os gráficos estão bastante decentes e a paleta de cores utilizadas traz cores bem expressivas, vivas, mas não chega ao nível de Fortnite, o que muito me agrada. A sonoplastia e trilha sonora me surpreendeu, não achei que teriam um conjunto tão bom já em acesso antecipado.

Com forte inspiração em Pokemon, contém mais de uma centena de criaturas (pals) capturáveis, colecionáveis e que podem ser utilizadas para batalhar contra outras criaturas. Também foi fortemente inspirado em Ark. Seja nos menus do jogo, na aba de aprendizado de crafts que é cópia dos engramas de ark, nos baús, stacks, sistema de breeding, selas para montar, entre outros.

Mas também traz várias ideias originais. Sua base pode ser invadida por inimigos, por criaturas ferozes ou visitada por vendedores ambulantes. Aqui até mesmo os seres humanos podem ser capturados, e que por se tratar de apenas um jogo, torna-se um fator bastante engraçado.

As criaturas que possuem armas de fogo são hilárias. Algumas até precisam ser utilizadas em conjunto com o jogador e nem dão tanto dano assim, mas só a ideia de atirar e explodir tudo é bastante engraçado e satisfatório.

Aqui há uma razão para capturar mais de um mesmo tipo de criatura. Existem vários sistemas de fortalecimento das criaturas, seja utilizando almas de pals, condensador de pals para aumentar o rank, habilidades passivas através de breeding, ensinando skills específicas através de frutas, entre outros.

Dito isso, o jogo traz um grande potencial para criar uma criatura do jeito que o jogador deseja, mas também implementa um grinding extenso para se obter tal resultado. Definitivamente não é um jogo onde as coisas são obtidas rapidamente. Seu aspecto survival deixa isso muito bem explicitado.

Sendo assim, tudo leva um certo tempo para ser realizado ou obtido. Esteja pronto para jogar por horas e horas, mas sem vem o tempo passar, porque o jogo é muito bom. Além disso, o jogo vem recebendo atualizações com novos conteúdos. Dito isso, minha nota é 8,8. Recomendo para fãs de jogos de sobrevivência e fãs de jogos de colecionar criaturas.
Posted 12 April, 2024. Last edited 27 November, 2024.
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117.6 hrs on record
Tony Hawk's™ Pro Skater™ 1 + 2 é um excelente remake da aclamada franquia de skate. Apesar de ter alguns problemas, eu diria que é um bom exemplo de como um remake deve ser feito.

A princípio eu não acreditava que o jogo traria tantas melhorias com um remake, pois lembro que os jogos originais (e principalmente o segundo) eram muito bons. Além disso a nostalgia bate muito rápido, pois os mapas são os mesmos do mapa original, então achamos que está tudo nos conformes de como era antigamente.

Entretanto, após finalizar o remake 100%, fiz questão de conferir os jogos originais e a mudança é drástica, e não estou falando apenas de qualidade gráfica. O guia introdutório de manobras do remake está impecável, os menus foram todos melhorados, os objetivos dos mapas possuem uma câmera que mostra onde eles são realizados, a barra de manual não parece mais um instrumento de navegação de um avião, o jogo está muito mais fluído e com mais FPS, tudo melhorou absurdamente.

O jogo conta também com uma vasta gama de skins para roupas dos personagens e peças do skate, sejam shapes, lixas, trucks e rodas. Há vários estilos de skins, sejam marcas famosas atuais, logos e grafites antigos, desenhos, paisagens, ou até mesmo animações que se movem no shape.

Os novos gráficos para a atual geração são muito bem vindos e deixam a experiência muito mais agradável. Já a trilha sonora está incrível, mas pelo motivo oposto, ou seja, mantiveram a trilha sonora original, que sempre foi fantástica.

Também estão presentes os skatistas originais da franquia, bem como skatistas novos, que são todos personagens jogáveis. Completar o jogo com eles e realizar seus respectivos desafios desbloqueiam estilos alternativos de roupas para eles, além de vários shapes para serem utilizados com eles ou com um personagem criado pelo jogador, do qual falarei mais abaixo.

É importante lembrar que os skatistas antigos presentes no remake possuem sua aparência atual, e eles já estão com uma idade bem mais avançada. O legal que é todos eles possuem entre seus estilos alternativos uma versão de quando eram jovens, justamente de quando os jogos originais foram lançados.

Dessa vez podemos criar um ou alguns personagens principais. Todas as roupas e peças de skate desbloqueadas são utilizadas aqui, nos personagens que o jogador cria. Outro ponto aqui é que os desafios do personagem criado são muito mais difíceis que os desafios dos skatistas famosos.

A campanha dos dois jogos originais foram "mescladas", por assim dizer. Elas ainda estão separadas, em menus separados, mais cada mapa possui alguns pontos de personagem. Se terminamos apenas a campanha do jogo 1, ainda faltará metade dos pontos do personagem e vice versa. Somente terminando as duas campanhas é que conseguimos todos os "stats" dos personagens. O lado bom disso é que podemos começar ou alternar em qualquer das campanhas a qualquer momento.

O jogo não possui muitos pontos negativos, mas vou citar os que encontrei. O primeiro que é o mais óbvio é a necessidade de estar online para funcionar. Felizmente adicionaram um comando na steam para rodar o jogo sem estar online, mas não sei se as conquistas steam funcionariam.

Outro ponto negativo é justamente as conquistas. Uma delas requer um grinding gigantesco, pois requer que sua conta chegue até o level 100. Completando todos os objetivos e desafios de todos os skatistas, consegui chegar somente ao level 81. Então tive que grindar os últimos 19 levels, o que foi extremamente massante.

Vale lembrar que muitas conquistas estão atreladas as habilidades de se conseguir manejar o personagem corretamente, e "masterizar" os comandos nesse jogo não é uma tarefa tão fácil.

Diante dos pontos observados, minha nota para esse jogo é um 8,7. Esse é um remake muito bem feito e muito divertido no geral. Recomendo para a grande maioria das pessoas, exceto para quem não tem muita perícia em apertar botões rápidos e em ordem correta, e também não recomendo para quem deseja platinar, já que 100% nesse jogo é bastante massante.
Posted 31 March, 2024.
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1,434.5 hrs on record
ARK: Survival Evolved é um jogo de sobrevivência que se passa em um local repleto de criaturas, em sua grande maioria dinossauros. Contudo, o jogo também conta com outras criaturas pré-históricas e até mesmo criaturas "fantásticas", tais como dragões, unicórnios e outros.

Seguindo a história original, o jogador acorda em um ilha, repleta dessas criaturas que são muito mais poderosas que um ser humano normal. Sendo assim, é necessário domar as criaturas, explorar o mapa e desvendar o porquê de ter acordado nessa ilha e o que está acontecendo ali.

O jogo possui vários mapas para serem jogados, e são os mapas descritos como "Arcas Históricas" que explicam todo o enrendo. Construa sua base, capture as criaturas, explore as dungeons, colete os artefatos e enfrente os chefes. Assim, a história progride e os segredos são revelados.

Em Ark, sentimos que o personagem não é nem de longe forte o suficiente para enfrentar os dinossauros. Pode ser que la pelo meio do jogo, já portando armas de fogo e munições, você consiga lidar com as criaturas. Ainda sim poderá ser pego de surpresa por dinossauros e outras criaturas à espreita, então é sempre bom estar acompanhado de criaturas fortes para lutar e se proteger.

Aqui um destaque para o que eu gosto de chamar de "Os quatro cavaleiros do Apocalipse" que são o Leão Marsupial, Microraptor, Crocodilo-javali e Purlovia. Esses dinossauros sempre te causam problemas, muitas vezes resultando em morte do personagem. Outra criatura extremamente chata é o Ichthyornis, que a cada ataque dele simplesmente "deleta pra sempre" um item aleatório que você esteja carregando, seja do seu inventário ou do seu atalho, o que pode inclusive deletar as armas utilizadas pelo personagem.

Há inúmeras criaturas fortes, e várias outras muito funcionais e prestativas, para várias funções diferentes. Assim, capturar e colecionar essas criaturas também aumentam a força do jogador e sua base em geral. O modo multiplayer também facilita as coisas um pouco, quanto mais jogadores, mais rápido é o desenvolvimento da sua tribo.

Alguns dos mapas disponíveis não possuem criaturas novas, principalmente as "arcas não históricas". Mas na maioria dos mapas há novas criaturas para serem domadas, trazendo sempre um ar novo de desafio. O jogo também conta com uma lore bastante rica, seja com as notas de exploração ou dossiês deixados por outras pessoas que passaram pelas arcas (na história de ark).

Em geral Ark é um jogo bastante pesado e mal otimizado. Mesmo com um PC muito bom o jogo sempre roda com uma certa dificuldade. Rodar a 60 FPS com gráficos no ultra não é uma tarefa fácil mesmo pra computadores com hardware medianos.

O jogo apresenta alguns bugs ocasionais, mas a maioria deles não é um empecilho à progressão. Contudo, em um dos mapas single player há uma caverna de gelo que não spawna seu artefato, o que considero uma falha grave.

As rates originais do jogo são extremamente ridículas, requerendo um grinding gigantesco. Recomendo alterar as configurações para coletar mais itens, breedar as criaturas um pouco mais rápido, etc.

Em geral é um jogo muito bom, apesar de que poderia receber melhoras em muitas áreas. O jogo diverte bastante e possui bastante conteúdo, tanto que joguei um pouco mais de 1400 horas. Minha nota é 8,6, recomendo pra quem curte jogos de sobrevivência e que tenha bastante tempo pra jogar.
Posted 13 March, 2024.
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65.2 hrs on record
Cult of The Lamb é basicamente um jogo com elementos de roguelite, construção de base e gerenciamento de criaturas (seus devotos). Melhor exemplificando, o personagem principal vai em aventuras (runs), e logo após isso retorna à sua base, onde seus devotos seguidores estão constantemente trabalhando.

O jogo é extremamente divertido, com mecânicas de combate fáceis de se aprender e difíceis de se dominar, requerendo um pouco de prática para os estágios e chefes mais avançados do jogo. Como o próprio estilo do jogo sugere, há uma progressão de habilidades de diversos tipos a serem desbloqueados, que com o decorrer do tempo tornam melhores tanto o personagem quanto a sua base onde os seguidores residem.

Vários estilos de armas especiais são desbloqueados durante o jogo. Algumas armas recuperam vida, envenenam, causam dano crítico, conjuram um ataque fantasma, geram fé ao derrotar inimigos ou tem um dano extremamente elevado (armas celestiais, minhas preferidas).

Também dispomos de várias magias, igualmente desbloqueáveis. Aqui um destaque para a magia "Guardião Divino", que causa dano ao redor do personagem e deixa o mesmo 2 segundos indestrutível, que podemos combar com o manto que impede o uso de armas mas faz com que possamos usar magia quase que sem parar, o que aliado à relíquia que também deixa invulnerável por 8 segundos torna um pouco menos difícil as conquistas de derrotar os 4 chefes principais sem sofrer dano.

Falando em relíquia, várias delas estão presentes no jogo. Elas ajudam, mas não são tão necessárias em determinados pontos do jogo. As vezes até esquecia que estava com alguma relíquia. Mas se usadas nos momentos corretos, ajudam bastante com toda certeza.

Já o esquema de base e gerenciamento dos seguidores é bem tranquilo. A maioria das estruturas tem funções muito bem detalhadas, e as mecânicas são na maioria das vezes autoexplicativas.

O estilo artístico e paleta de cores é muito agradável visualmente. As inúmeras variações de animais e estilos para seus seguidores faz com que nos apeguemos há alguns deles. Geralmente eu colocava os melhores visuais naqueles que tinham mais características positivas.

No geral Cult of The Lamb é um jogo bem divertido, e não é tão extenso assim. Confesso que duas conquistas em particular me tomaram um bom tempo, mas nada exagerado. Minha nota é 8,8. Recomendo bastante pra quem curte esse estilo repetitivo/progressivo de roguelite e não tem problemas em lidar com uma religião fictícia.
Posted 6 February, 2024. Last edited 6 February, 2024.
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51.2 hrs on record
Doom (2016) é um shooter absolutamente incrível. Ele teve a difícil missão de revitalizar a franquia Doom, com novos designs, mecânicas e gráficos modernos, e devo dizer que ele conseguiu com proeza.

O jogo se passa em dois locais diferentes: em marte e em outro local que não vou citar pois seria um spoiler. E o enredo é simples, mas muito bem redigido. Cada missão tem uma proposta clara e objetiva, tudo encaminhando para um objetivo final.

O personagem principal não é de falar muito, mais suas atitudes deixam bem claro seu ponto de vista.

A trilha sonora é um show aparte, de 0 à 10 eu diria que é nota 20, absolutamente incrível. Um destaque para a cena inicial após o tutorial/prologo que a música acaba sincronizando com o engatilhamento da shotgun.

Os gráficos são muito bonitos, e toda ambientação está demais. A colônia em marte, e a forma como o cenário muda é sensacional.

As armas possuem um sistema de desbloqueio/melhoria de habilidades, e a maioria delas possuem dois tipos de acessórios, que mudam completamente como a arma se comporta, trazendo bastante variação à gameplay.

Outro ponto que gostei bastante foi o equilíbrio da dificuldade (joguei no normal), onde a vida dos inimigos e o dano das armas está balanceado. Algumas vezes, se utilizamos muito uma arma, a munição acaba, dai trocamos para a próxima. Mas diria que mudar a arma conforme os inimigos e a situação pode ser uma estratégia mais interessante do que apenas utilizar sua arma favorita.

As glory kills, ou "execuções" são um show à parte, uma forma de finalizar oponentes que já receberam uma determinada quantia de dano. E elas ainda podem ser aceleradas ou facilitadas pelas runas presentes no jogo.

O jogo ainda traz diversos segredos e colecionáveis, e entre eles partes de cenários clássicos dos dooms antigos, com o gráfico da época, o que ao meu ver é uma bela homenagem.

Contudo, o que mais me agradou sem dúvidas é a velocidade de movimento do personagem. Doom é um shooter rápido, fluído, com o combate extremamente satisfatório.

Nem tudo são flores, e se tivesse que apontar uma falha grande foi terem implementado as conquistas steam nos modo multiplayer. Há muito poucos jogadores em doom atualmente, tendo em vista a idade do game. Sendo assim, é necessário encontrar um grupo de jogadores dispostos a realizar tais conquistas, ou terá grandes dores de cabeça.

Em suma, doom é um jogo incrível. Pra quem gosta de jogos de tiros e de exterminar demônios, ta ai um excelente jogo. Nota 9,0, recomendado!
Posted 21 October, 2023. Last edited 31 March, 2024.
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